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Síndrome de Burnout agora é uma doença ocupacional

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A Síndrome de Burnout é um transtorno psíquico originado pelo cansaço extremo, e que possui relação com o trabalho afetando a pessoa em diversos setores da sua vida.

Também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, é uma doença já reconhecida pelas leis trabalhistas e previdenciárias brasileiras como uma doença ocupacional. Com isso, ela é similar ao acidente de trabalho e fornece direitos e garantias, que são muitas vezes desconhecidos pelos empregados segurados.

Esta nova classificação foi aprovada durante a 72ª Assembleia Mundial da Organização Mundial da Saúde — OMS, e passou a valer a partir do dia 1º de janeiro de 2022.

Continue a leitura e saiba mais sobre esse assunto!

Entenda sobre a Síndrome de Burnout

A síndrome do esgotamento profissional é resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso e tem as seguintes características:

  • Sentimentos de exaustão ou esgotamento de energia;
  • Aumento do distanciamento mental do próprio trabalho, ou sentimentos de negativismo ou cinismo relacionados ao próprio trabalho;
  • Redução da eficácia profissional.

Pelo Ministério da Saúde brasileiro, os sintomas envolvem nervosismo, sofrimentos psicológicos e problemas físicos (como dor de barriga, cansaço excessivo e tonturas). Sendo que, o estresse e a falta de vontade de sair da cama ou de casa, quando constantes, podem indicar o início da doença.

Estes sintomas são diferentes da depressão ou ansiedade por estarem ligados diretamente ao trabalho, mas podem levar a quadros mais sérios envolvendo as doenças citadas.

O diagnóstico deve ser feito por um profissional de saúde como um psicólogo, um psiquiatra ou um médico qualificado.Geralmente, os casos são mais frequentes entre profissionais jovens de áreas como tecnologia, saúde e educação, mas na teoria qualquer pessoa pode desenvolver a doença caso não consiga lidar com o estresse frequente.

O que muda para o trabalhador

Caso o profissional de saúde dê o diagnóstico positivo para Burnout é possível pedir uma licença médica de 15 dias para se recuperar. Durante este período o trabalhador segue recebendo sua remuneração normalmente sem sofrer nenhum prejuízo.

Entretanto, caso o funcionário necessite de mais dias para se recuperar ou realizar algum tratamento é possível entrar com uma ação trabalhista. Para isto, é preciso comprovar o diagnóstico com documentos e uma declaração do médico responsável pelo tratamento.

Neste caso, o trabalhador tem direito aos benefícios por afastamento devido a uma doença ocupacional, que são: saque do FGTS, auxílio-doença, indenizações e estabilidade garantida por 12 meses após retornar ao trabalho.

O impacto da Síndrome de Burnout nas empresas

No caso do empregador, como a Síndrome de Burnout agora é reconhecida como ocupacional, cabe a ele zelar para que seus empregados tenham um ambiente de trabalho adequado com o menor estresse possível.

Dentre as opções estão desenvolver estratégias para reduzir a sobrecarga de trabalho sobre os funcionários, incentivar uma política de colaboração entre todos evitando atitudes que aumentem o estresse e, consequentemente o esgotamento emocional, pois ambos podem levar ao desenvolvimento de Burnout e outras doenças mais graves.

É importante lembrar que Burnout é uma doença classificada como ocupacional, dessa forma, se provado, o empregador pode ser responsabilizado e até mesmo obrigado a pagar indenizações caso ele não ofereça condições dignas de trabalho para seus funcionários.

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Psicologia infantil: quando crianças devem ir ao psicólogo

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Todas as fases da vida são desafiadoras e requerem capacidade de solucionar problemas e viver em harmonia com a mente e o corpo. Porém, com a rotina cada vez mais estressante e padrões muitas vezes difíceis de serem atingidos, os problemas psicológicos têm sido cada vez mais frequentes, sejam eles causados pelo meio externo, traumas ou fatores genéticos.

O ideal é observar o comportamento da criança: qualquer mudança brusca ou atitude não habitual merece ser investigada. Se você quer descobrir os sinais de que seu filho (a) precisa de um psicólogo infantil, acompanhe o artigo até o final!

O que é psicologia infantil?

A infância é uma fase de descobertas e aprendizado tanto para a criança, quanto para os pais. É nela que os pequenos desenvolvem suas capacidades cognitivas, criam interesse por atividades e começam a formar a sua personalidade. Porém, assim como em todas as fases, essa pode ser muito conturbada quando os pais não conseguem lidar com todo esse mar de descobertas ou quando não aceitam que o filho precisa de orientação psicológica.

Portanto, a psicologia infantil existe para acolher os pais e as crianças, dar suporte a eles e guiá-los com técnicas e métodos a fim de acabar com os medos e inseguranças. Através de brincadeiras, esse profissional acessa os sentimentos de forma lúdica e sem que a criança se sinta acuada, oferecendo um ambiente onde ela se sinta segura e confortável para ser quem é. Assim, identifica os conflitos, busca maneiras de lidar com eles e orienta os pais a melhor forma de conviver e tratá-los.

Quando procurar um psicólogo infantil?

Alguns comportamentos indicam que é necessário a ajuda de um psicólogo infantil. Tristeza, prostração, apatia, perda de interesse, agressividade ou choro excessivo, por exemplo, podem ser sinais de que algo não vai bem. Veja a seguir os principais indicativos de que é hora de procurar um psicólogo infantil.

Alteração brusca ou exagerada de comportamento – De fato, pode acontecer da criança mudar de forma exagerada seu modo de se comportar, sem que isso necessariamente signifique um problema. No entanto, em alguns casos, as mudanças podem prejudicar a saúde ou os relacionamentos, gerando sofrimento.

Normalmente, essas alterações significativas no comportamento infantil ocorrem em determinadas situações. Durante o sono, quando a criança faz xixi na cama ou se recusa a dormir sozinha, quando antes o fazia. Na alimentação, quando a criança passa a comer de forma exagerada ou deixa de ter apetite. Ou, ainda, na escola, demonstrando problemas comportamentais ou de aprendizagem, por exemplo.

Comportamentos agressivos – A agressividade exagerada, quando não resolvida por conversas em família, pode ser um sinal de que a criança não está lidando bem com algum sentimento ou situação. Dessa forma, é indicado procurar ajuda profissional. O psicólogo infantil irá apoiar os pais e responsáveis na descoberta da origem dos comportamentos agressivos e até poderá ajudar na abordagem dessas emoções.

Dificuldades em interagir com outras crianças – Seu filho tem dificuldades para interagir com outras crianças? Não consegue fazer amizades? Esses sinais podem denotar bem mais do que uma mera timidez. Observe se ele tem dificuldades na comunicação verbal ou mesmo problemas com processos criativos. É importante que os pais não “diagnostiquem” esses fatores como uma personalidade mais introvertida. Eles podem ser indicativos de problemas psicológicos.

Regressão de alguma fase do desenvolvimento – A regressão de alguma fase do desenvolvimento pode ser bastante comum quando há a chegada de um irmão mais novo, por exemplo. Ou, ainda, em situações em que a criança se sente insegura por algum outro motivo. Nesse sentido, é importante ficar atento e se a criança voltar a repetir comportamentos de uma fase anterior do desenvolvimento infantil, o acompanhamento de um profissional pode ajudar bastante.

Saúde prejudicada – Às vezes, as crianças ficam doentes sem que os pais encontrem uma causa biológica ou física para esse quadro. Isso acontece porque é comum que as crianças não consigam verbalizar suas dores e inseguranças. E, então, aparecem sintomas, comportamentais ou mesmo físicos. Ou seja, é o corpo falando pela criança.

Desse modo, se seu filho ou filha está apresentando sintomas, como febre ou dor de barriga, sem que exista uma explicação médica, é importante procurar ajuda profissional. Um psicólogo infantil irá ajudar a identificar a situação que está desencadeando essa situação.

Situações traumáticas de perda ou de luto – Morte na família, acidentes, mudanças de endereço e qualquer outra alteração drástica na rotina da criança são motivos de atenção. Existe um tempo para lidar com a perda, mas, se as emoções persistirem de forma intensa, deve-se recorrer ao psicólogo.

Por fim, nem sempre é só a criança que precisa de acompanhamento. Além de procurar um psicólogo infantil, talvez seja necessário que os pais também façam um tratamento, uma vez que eles podem ser a origem dos problemas.

De qualquer maneira, é fundamental ficar de olho no comportamento da criança e como ela reage em diferentes situações. Não deixe a saúde mental do seu filho (a) para depois! Se identificar alguns dos sinais acima, procure um profissional.

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Relação da síndrome de asperger com o autismo

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Provavelmente você já ouviu falar em Autismo, mas e em Síndrome de Asperger? Trata-se de um transtorno neurobiológico que fica dentro da categoria dos Transtornos de Neurodesenvolvimento. Ele pode ser facilmente confundido com o autismo, pois possui sinais e sintomas muito parecidos e saber estabelecer o diagnóstico correto é essencial para começar o tratamento mais adequado.

Dentro da lógica do TEA – Transtorno do Espectro Autista, de acordo com o novo manual de diagnóstico da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-5), os dois estão dentro da mesma condição. Ou seja, por estarem no mesmo espectro, o que os difere é a intensidade na manifestação dos sintomas.

Quer saber mais sobre essas patologias e suas relações? Continue a leitura deste artigo e entenda como diferenciá-las.

Sinais que auxiliam no diagnóstico do autismo

O autismo pode ser percebido nas crianças por volta do um ano e meio, quando já há indícios das primeiras interações sociais da vida. Esse transtorno gera em pessoas baixo interesse pelo convívio social e dificuldade de socialização. Outro ponto também também relevante é que a criança autista geralmente tem problemas de se comunicar com eficiência.

Além disso, também é comum que as pessoas com autismo apresentam comportamentos característicos. Andar na ponta dos pés e falta de empatia são alguns desses costumes. Contudo, o alcance e a gravidade dos sintomas manifestados podem variar consideravelmente. Portanto, pessoas autistas podem apresentar total desinteresse para com o convívio social, como também ter uma vida considerada “normal”, de acordo com o grau de autismo apresentado.

Características da síndrome de Asperger 

A Síndrome de Asperger geralmente é descoberta nas crianças quando elas têm por volta dos três anos, idade em que as interações sociais nos ambientes são mais vívidas e perceptíveis. Ao contrário do autismo, as pessoas com esse transtorno têm interesse pelo convívio em sociedade. Além disso, outra característica é a maneira rebuscada de se expressar, composta de fala prolixa e termos “difíceis”.

O transtorno apresenta características peculiares. As pessoas com Asperger podem apresentar hiperatividade, comportamentos impulsivos e anti sociais, movimentos repetitivos – tanto nos gestos quanto na fala, entre outros. A criança também pode se desenvolver com má coordenação.

Qual a diferença entre a Síndrome Asperger e Autismo?

Para começar, é importante dizer que o autismo é um transtorno de desenvolvimento que leva ao comprometimento global da interação social com comportamentos repetitivos e restritos, além de problemas de comunicação social.

Por outro lado, mesmo que o portador da síndrome de asperger também possa apresentar essas características, o que difere é a intensidade, a profundidade e a gravidade dos sintomas entre os dois transtornos. O autismo leva a um comprometimento de linguagem, de comunicação, além de aspectos que dizem respeito à sensibilidade, ao ato alimentar e ao sono. Isso leva o autista a enfrentar tudo de forma severa e, por isso, depende de uma interação maior dos responsáveis.

O asperger, por sua vez, é o contrário, pois os sintomas são relativamente mais brandos e a pessoa fala muito bem, pode se expressar de forma rebuscada. A criança consegue ser mais independente, embora apresente comportamentos ‘estranhos’, no que diz respeito à interação social.

Tratamento 

Ainda não há uma cura para o Autismo e, consequentemente, para a Síndrome de Asperger. Isso ainda está sendo investigado, mas é bastante difícil já que se acredita que as causas estão ligadas a fatores genéticos e também ambientais, mas ainda não se sabe quais.

Embora os transtornos tenham suas particularidades, o tratamento deve ser feito basicamente com terapias. No caso do autismo, ainda existem medicamentos que podem ser tomados para melhorar a qualidade de vida de quem possui o transtorno. Com o tratamento adequado e o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar com fonoaudiólogos, psiquiatras, terapeutas ocupacionais, entre outros, é possível combater esses problemas de desenvolvimento.

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Tudo sobre o autismo

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Desenvolvimento infantil: O que dizem os profissionais?

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Para uma criança crescer de maneira completa, é preciso trabalhar diferentes aspectos durante sua formação. O desenvolvimento infantil é complexo e abrange aspectos cognitivos, orgânicos, motores, emocionais e sociais.

As pesquisas em neurologia mostram que a primeira infância é um período fundamental no desenvolvimento cerebral. Os bebês começam muito cedo seu aprendizado sobre o mundo que os cerca, desde os períodos pré-natal, perinatal (imediatamente antes e após o nascimento) e pós-natal.

Esse é o assunto que vamos abordar neste conteúdo. Confira!

Fases do desenvolvimento infantil

Sensório-motor: 0 a 2 anos – Nessa fase a criança desenvolve a competência de manter a concentração em sensações e movimentos. Inicia o processo de consciência dos movimentos, antes involuntários, agora começam a ter um propósito, como ao estender os braços poderá alcançar objetos de seu desejo.

Sendo que nesse período acontecerá desenvolvimento da coordenação motora. E nessa fase também que o bebê possui consciência somente daquilo que pode enxergar, por esse motivo choram no momento em que a mãe sai de seu campo de visão.

Pré-operatório: 2 a 7 anos – Nesse período acontecem as representações da realidade dos próprios pensamentos. Muitas vezes a criança não tem uma percepção real dos eventos, mas sim a sua própria interpretação do que está acontecendo.

Pode-se observar também nesse período, uma fase muito proeminente do egocentrismo e a necessidade de dar vida às coisas. Sendo visto ainda, como a fase dos “porquês” e da exploração da imaginação, onde o faz de conta é elemento complementar da vida da criança.

Operatório concreto: 8 a 12 anos – O início do pensamento lógico concreto e as normas sociais começam a ser demonstrados pela criança, sendo capaz de entender, por exemplo, que recipientes de tamanhos diferentes, podem comportar a mesma quantidade de líquido.

Nesse período também, o desenvolvimento da criança contempla noções como regras sociais e senso de justiça.

Operatório formal: a partir dos 12 anos – Aos 12 anos a criança já apresenta a competência de compreender situações abstratas e experiências de outras pessoas. Ainda que essas vivências não tenham sido experimentadas pela criança, ela passa a ter condições necessárias para compreender através de situações experienciadas por outras pessoas, em outras palavras, inicia o processo de compreensão de situações abstratas.

Na pré-adolescência, o sujeito se torna capaz de desenvolver hipóteses, teorias e possibilidades e inicia o processo de desenvolvimento da autonomia e independência da adolescência.

Principais Transtornos do Desenvolvimento Infantil

TDAH — Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade: é um transtorno que afeta as habilidades motoras e a atenção, podendo também levar a problemas emocionais. Geralmente, os sintomas se tornam mais evidentes na escola, ainda que possam ser percebidos antes disso.

Quem tem TDAH tem dificuldade em manter atenção e foco nas atividades, da mesma forma, não tem muito controle corporal. Isso se manifesta em inquietações, dificuldade para esperar ou ficar parado. Podem ser mais impulsivos e ter problemas emocionais devido a esses sintomas.

TEA — Transtorno do Espectro Autista – é um transtorno do desenvolvimento infantil que afeta principalmente a comunicação e a interação social. Geralmente, os sintomas podem ser percebidos bem cedo, nos primeiros anos de vida da criança.

A criança com TEA pode apresentar atrasos no desenvolvimento da linguagem, mas isso varia de caso a caso. Em geral, ocorrem prejuízos significativos na comunicação, verbal ou não verbal. A criança com autismo tem dificuldade em compreender códigos sociais, como determinados gestos, olhares e regras. Possui o interesse focado e restrito por algum objeto ou assunto.

Distúrbios da Aprendizagem – Os distúrbios da aprendizagem, apesar de afetar funções cognitivas, ocorrem em crianças com bom desempenho intelectual. Os mais comuns afetam a leitura, escrita e a capacidade matemática. A dislexia é o transtorno de aprendizagem mais conhecido e afeta a capacidade de leitura. A criança disléxica tem dificuldade em separar palavras agrupadas em um texto ou dividi-las em partes.

Deficiência Intelectual – é considerada um transtorno do desenvolvimento infantil, podendo ser genética ou resultado de distúrbios neurológicos que interferem no desenvolvimento cerebral.

Geralmente, os sintomas aparecem na pré-escola e o diagnóstico é realizado com testes, por um médico especialista. Com um tratamento multidisciplinar, dependendo da severidade do caso, as crianças conseguem evoluir e se desenvolver em seu limite máximo.

O principal sintoma é o desempenho intelectual muito abaixo da média, limitando habilidades adaptativas — memória, leitura, escrita, matemática, interação social, entre outras —  a ponto de precisarem de constante apoio. Ainda que o grau varia de leve a profundo.

Como ajudar no desenvolvimento da criança?

O processo de criação e desenvolvimento da criança não tem uma fórmula mágica. Cada indivíduo tem uma experiência diferente e uma evolução única. Apesar disso, algumas práticas podem ser adotadas para incentivar o aprendizado, como:

  • Converse e interaja com a criança;
  • Brinque;
  • Leia;
  • Ouça músicas;
  • Ofereça uma alimentação equilibrada.

Lembre-se que o mais importante é observar cada etapa do desenvolvimento infantil e respeitar o tempo de cada criança. Caso perceba algum atraso ou sintomas de transtornos, procure ajuda de um profissional. As intervenções precoces são as mais efetivas e promovem o desenvolvimento adequado das crianças.

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Tratamento multidisciplinar em distúrbios alimentares

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Os dados em todo o mundo são preocupantes: a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 2,6% da população sofre com algum Transtorno Compulsivo Alimentar, ou mais conhecido somente como distúrbios alimentares. Quanto ao Brasil, a taxa é ainda mais alta, atingindo quase 4,7% da população.

Frequentemente, os distúrbios alimentares ainda são vistos como meras tentativas de chamar atenção, sinal de falta de vontade ou apenas uma manifestação de futilidade. Contudo, esses problemas são doenças que podem e devem ser tratadas.

Leia este artigo até o final  e descubra como o programa multidisciplinar pode auxiliar no tratamento dos distúrbios alimentares.

Tipos de distúrbios alimentares 

Os distúrbios alimentares são caracterizados por alterações na forma de se alimentar,  o que normalmente ocorre devido a uma preocupação excessiva com o peso e a aparência do corpo. Conheça alguns deles:

Anorexia: consiste em tentar comer o mínimo possível para perder peso e tem grande risco de mortalidade, além da dificuldade do paciente de enxergar-se mais magro.

Bulimia: pode se caracterizar pelo consumo excessivo de alimentos e a indução ao hábito para “abandonar” as calorias ou através de laxantes e outros medicamentos.

Compulsão alimentar: acontece quando o paciente não consegue controlar a sua compulsão e come muito em pouco tempo, principalmente em situações com motivação emocional.

Tare: o transtorno restritivo evitativo é comum em crianças que se negam a comer determinados alimentos, o que pode causar uma deficiência de nutrientes quando se prolonga.

Vigorexia: caracteriza-se como um transtorno em busca do corpo perfeito, o que leva muitas vezes à exaustão com exercícios físicos e uso de substâncias impróprias.

O que é uma equipe multidisciplinar?

É um grupo de profissionais clínicos que trabalham unidos em prol do diagnóstico, tratamento e recuperação do paciente. Assim, é priorizado um consenso nas decisões de cada intervenção. A meta é que os resultados alcançados sejam os melhores possíveis.

Imediatamente após a avaliação do paciente, a equipe se reúne e discute as principais estratégias de intervenção. O principal critério é o nível de gravidade da doença, o risco para o paciente e as ferramentas terapêuticas disponíveis.

Desse modo, as diferentes especialidades se integram em prol de objetivos em comum: a melhoria da qualidade no atendimento e a reabilitação do paciente.

O papel da equipe multidisciplinar em distúrbios alimentares

Os distúrbios alimentares comprometem o bem-estar nas esferas física, social e psicológica. Por isso, a abordagem precisa ser multidisciplinar.

O papel do time de especialistas é apoiar, auxiliar e sanar todas as dúvidas do paciente sobre sua condição e o tratamento. O procedimento é uma tarefa complexa e, para ter sucesso, o paciente precisa contar com suporte médico e familiar.

Entre as principais especialidades envolvidas no tratamento dessas condições, podemos citar:

  • Endocrinologista;
  • Pneumologista;
  • Cardiologista;
  • Nutricionista;
  • Ortopedista;
  • Psiquiatra;
  • Psicólogo;
  • Fonoaudiólogo;
  • Fisioterapeuta;
  • Educador físico.

O trabalho de todos esses especialistas visa criar um programa dinâmico e constantemente atualizado para que o paciente crie hábitos saudáveis e abandone os comportamentos prejudiciais. Cada programa é criado de acordo com a necessidade e distúrbio de cada paciente.

Por fim, o tratamento desses distúrbios não se encerra quando o paciente emagrece. Mesmo após os primeiros resultados, podem surgir complicações que precisam ser observadas, tais como, deficiências nutricionais, alterações hormonais e mudanças no metabolismo.

Se você sofre com algum dos distúrbios alimentares, é preciso buscar ajuda médica. Relatar o que se sente e buscar apoio familiar são essenciais para que o tratamento seja bem sucedido.

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10 coisas que você deve saber sobre obesidade

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A obesidade é o acúmulo de gordura no corpo causado quase sempre por um consumo excessivo de calorias na alimentação, superior ao valor usado pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia a dia.

O excesso de gordura pode levar ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, doenças do coração, pressão alta, artrite, apneia e derrame. Por causa do risco envolvido, optar por uma rotina alimentar saudável e a prática de exercícios físicos podem contribuir com a prevenção e tratamento. Confira abaixo, 10 coisas que você precisa saber sobre a obesidade.

1. Alimentos ultraprocessados aumentam a obesidade – A recomendação para uma saúde equilibrada é que as pessoas busquem inserir no dia a dia principalmente alimentos in natura e minimamente processados de origem vegetal, pois os estudos mostram que o consumo de comida ultraprocessada leva ao aumento de peso.

2. Obesidade é fator de risco para outras doenças – Pessoas que convivem com a obesidade têm mais risco de sofrer de inúmeras outras doenças crônicas, que estão ligadas à mortalidade precoce e à redução da qualidade de vida. As principais comorbidades relacionadas à obesidade são:

  • Doenças cardiovasculares, especialmente hipertensão, infarto e  derrame;
  • Diabetes;
  • Doenças musculoesqueléticas, como osteoartrite;
  • Diversos tipos de câncer, incluindo de endométrio, mama, ovário, próstata, fígado, vesícula, cólon e rim.

3. A ligação entre obesidade e fertilidade – De acordo com uma pesquisa feita pelos Institutos Nacionais de Saúde (National Institutes of Health, NIH), o excesso de peso reduz as chances de uma mulher engravidar. O estudo relacionou a obesidade a um aumento no número de norte-americanas com menos de 25 anos com problemas de fertilidade.

4. Obesidade não é apenas sobre peso – O peso é um indicador importante para a obesidade, sendo o IMC (índice de massa corporal – que relaciona peso e altura) o parâmetro utilizado para classificar a gravidade da doença, que pode ser classificada como obesidade grau I, grau 2, grau 3 ou mórbida.

No entanto, o tratamento da obesidade deve focar na melhoria geral da saúde, e não apenas na balança. É possível que, com acompanhamento especializado, uma pessoa consiga gerenciar seus hábitos de vida para ter bem-estar, ser ativa e prevenir outras doenças mesmo que ainda esteja com o IMC elevado.

5. Pessoas obesas precisam de tratamento multidisciplinar – A obesidade não é uma doença que pode ser tratada somente com um profissional de saúde. O problema precisa ser abordado com a ajuda de um psicólogo, nutricionista, endocrinologista, profissional de educação física e demais profissionais que possam compor um time para apoiar e ajudar o obeso a perder peso.

6. Dieta restritiva não funciona a longo prazo – Adotar uma dieta que irá cortar muitas calorias de uma vez só e por conta própria poderá ser o gatilho para que a pessoa engorde ainda mais. O ideal é mudar o estilo de vida com orientação nutricional e aos poucos, para que o corpo se habitue com os novos alimentos e a pessoa não sofra com o processo de emagrecimento.

7. É possível tratar sem cirurgia – É possível sim eliminar uma grande quantidade de peso sem precisar recorrer à bariátrica, mas o esforço e comprometimento do paciente são cruciais para que o peso possa ser eliminado aos poucos. Para conseguir perder peso e manter o corpo mais magro, é preciso contar com o apoio médico, realizar exames e adotar um cotidiano mais saudável.

8. Pessoas com obesidade sofrem preconceito – Pessoas que vivem com obesidade são estigmatizadas e associadas a uma série de características negativas como preguiça, desleixo ou fracasso.

Além de gerar discriminação e exclusão nas relações sociais, profissionais e afetivas, esse desconhecimento constrange pessoas com obesidade, que acabam não procurando cuidados especializados por medo do julgamento dos próprios profissionais.

9. Obesidade infantil e obesidade juvenil podem ser prevenidas – A obesidade entre crianças e adolescentes se quintuplicou nas últimas décadas e deve crescer 60% nos próximos anos, afetando 250 milhões de crianças até 2030.

Esse é um dado alarmante porque pode afetar toda uma geração de pessoas, que estarão, cada vez mais cedo, propensas a se tornarem vítimas de doenças crônicas. Por isso, combater a obesidade infantil é um desafio urgente de saúde em todo o mundo.

10. Como mudar velhos hábitos – Começar uma dieta aliada à prática de exercícios físicos pode parecer difícil no começo, mas, com determinação e acompanhamento de um nutricionista, você vai ver que é a melhor escolha.

Se a vergonha de ir para a academia falar mais alto, procure lugares onde o público seja mais a sua cara ou pesquise os horários menos badalados. Você vai ver que as mudanças vão aparecer não apenas no seu reflexo no espelho, mas também na maneira como você encara a sua vida.

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10 Receitas de Sucos para Desinchar

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Uma das principais responsáveis pelo inchaço é a retenção de líquido, que se trata de um acúmulo excessivo de água entre as células que causa desconforto e faz com que uma pessoa engorde dois quilos em um dia. Ela pode surgir em períodos em que há a alteração hormonal como gravidez, menstruação e Tensão Pré-Menstrual (TPM). Você deve procurar o seu médico ao perceber o inchaço, para que a retenção de líquido ou outro problema seja diagnosticado e para saber como tratá-lo. Porém, enquanto isso não acontece, ainda é possível incluir uma ajuda na alimentação do dia a dia para se livrar do incômodo: o suco para desinchar. 

Agravada por um quadro de falta da prática de exercícios físicos e o uso de medicamentos corticoides, a condição também pode ocorrer por conta de uma dieta rica em sódio e pobre em proteínas, fatores genéticos, consumo de pílulas anticoncepcionais de alta dosagem, o uso de roupas apertadas que atrapalham a circulação e o estresse que altera os hormônios.

Outros fatores que contribuem com o inchaço são: pular refeições, mascar chiclete, o consumo de produtos laticínios, a ingestão de frituras e comidas processadas, tomar refrigerante e comer muitas fibras, carboidratos e alimentos que produzem gases.

E, por conta de ingredientes como o abacaxi, a hortelã e as sementes de linhaça, que são diuréticos, ou seja, aumentam a quantidade de líquido que é eliminado pelo corpo por meio da urina, esta receita de suco para desinchar é benéfica para quem sofre com retenção de líquido.

Conheça e aprenda a preparar estas receitas de suco para desinchar que separamos na lista abaixo e aproveite todos os benefícios que eles podem trazer:

01. Suco de ameixa, abacaxi e hortelã

Ingredientes:
1 ameixa preta seca;
2 fatias de abacaxi;
3 folhas de hortelã;
1 colher de sopa de semente de linhaça;
200 ml de água.

Modo de preparo:
Juntar todos os ingredientes e levar ao liquidificador;
Bater, servir-se e bom apetite!

Por conta de ingredientes como o abacaxi, a hortelã e as sementes de linhaça, que são diuréticos, ou seja, aumentam a quantidade de líquido que é eliminado pelo corpo por meio da urina, esta receita de suco para desinchar é benéfica para quem sofre com retenção de líquido.

2. Suco de morango e abacaxi

Ingredientes:
4 morangos;
2 fatias de abacaxi;
200 ml de água de coco.

Modo de preparo:
Juntar todos os ingredientes e levar ao liquidificador;
Bater, servir-se e bom apetite!

O abacaxi é um excelente diurético, como já vimos acima. Na lista de ingredientes deste suco para desinchar ainda temos o morango, que também apresenta propriedades diuréticas e a água de coco, que também ajuda a combater o inchaço devido à presença de potássio em sua composição, que colabora com a eliminação de líquidos do corpo.

3. Suco de morango com limão e erva-cidreira

Ingredientes:
6 morangos;
Suco de limão a gosto;
200 ml de chá de erva-cidreira.

Modo de preparo:
Juntar todos os ingredientes e levar ao liquidificador;
Bater, servir-se e bom apetite!

O terceiro item da nossa lista de receitas de suco para desinchar pode ajudar quem sofre com retenção de líquido por trazer o morango, que é diurético, e o limão, que ajuda a desintoxicar os rins, que filtram impurezas e eliminam em forma de urina, levando o que foi filtrado e reabsorvido até a bexiga urinária. Ali é que a urina é armazena para depois ser eliminada por meio da uretra.

4. Suco de abacaxi, gengibre, erva-doce e aipo

Ingredientes:
½ abacaxi pequeno;
½ erva-doce média;
2 talos de aipo;
2,5 cm de gengibre.

Modo de preparo:
Juntar todos os ingredientes e levar ao liquidificador;
Bater, servir-se e bom apetite!

Além do abacaxi, que é diurético, como já vimos nas outras opções de suco para desinchar, esta receita traz o aipo, que também ajuda a combater o inchaço e a retenção de líquidos. O vegetal é diurético por conta da presença de um composto oleoso em sua composição, o que ajuda a aumentar a quantidade de urina, eliminando o excesso de água no corpo e reduzindo o inchaço. Uma pesquisa realizada com ratos mostrou que os animais que receberam extrato de aipo registraram aumento no seu volume de urina.

Isso sem contar a erva-doce e o gengibre, que ajudam a reconstruir a flora intestinal, que quando está e desequilíbrio afeta a digestão e o sistema imunológico.

5. Suco de melancia, pepino e limão

Ingredientes:
900 g de melancia cortada em pedaços;
4 pepinos picados;
Suco de dois limões.

Modo de preparo:
Passar a melancia e os pepinos pela centrífuga;

Misturar os dois com o suco de limão e despejar o suco em uma jarra. Armazenar a jarra na geladeira para tomar a bebida gelada quando preferir.

92% da composição da melancia consiste em água, o que torna a fruta um poderoso diurético. O suco para desinchar feito com o ingrediente ajuda a expulsar o excesso de sal do corpo, e o resultado disso é que o corpo entende que não há a necessidade de reter água como forma de se proteger contra a desidratação que as doses exageradas de sal no organismo trazem.

O pepino também é composto por bastante água e trata-se de um diurético natural que age de maneira similar à melancia, ao estimular a liberação do excesso de sal do corpo por meio da urina. O limão, além de desintoxicar os rins como vimos nas receitas anteriores, também atua de maneira parecida com o pepino e a melancia ao remover o excesso de sal do organismo, e ainda ajuda a aliviar a prisão de ventre.

6. Suco de abacaxi com cenoura

Ingredientes:
120 g de abacaxi em pedaços;
20 g de cenoura ralada;
1 fatia de gengibre;
3 folhas de hortelã;
5 pedras de gelo.

Modo de preparo:
Juntar todos os ingredientes e levar ao liquidificador;
Bater, servir-se e bom apetite!

Este suco para desinchar conta com os efeitos diuréticos do abacaxi, da hortelã e da cenoura, que possui um alto teor de água em sua composição.

7. Suco de maçã, couve e água de coco

Ingredientes:
1 copo de água de coco;
1 folha de couve;
1 maçã pequena sem semente.

Modo de preparo:
Colocar todos os ingredientes no liquidificador;
Bater e tomar imediatamente.

Como vimos lá acima, a água de coco ajuda a combater o inchaço por ser fonte de potássio. A maçã é considerada uma fruta naturalmente diurética também pelo fato de possuir o mineral em sua composição.

8. Suco de melão, hortelã e água de coco

Ingredientes:
200 ml de água de coco;
8 folhas de hortelã;
1 fatia de melão.

Modo de preparo:
Juntar todos os ingredientes no liquidificador;
Bater e servir com gelo, se assim desejar.

Assim como a água de coco, o melão é fonte de potássio, um mineral que contribui com a eliminação de líquidos do organismo. Por sua vez, a hortelã ajuda a tornar o processo de digestão mais rápido, o que ajuda a prevenir o inchaço.

9. Suco de maçã, limão e aipo

Ingredientes:
Suco de 1 limão;
2 maçãs picadas;
2 talos de aipo bem picadinhos.

Modo de preparo:
Juntar todos os ingredientes no liquidificador;
Bater e servir com gelo, se assim desejar.

Já sabemos que a maçã é diurética por ser fonte de potássio, que o limão ajuda a desintoxicar os rins, que filtram impurezas e eliminam em forma de urina, levando o que foi filtrado e reabsorvido até a bexiga urinária e que o aipo é diurético por conta da presença de um composto oleoso em sua composição, o que ajuda a aumentar a quantidade de urina, eliminando o excesso de água no corpo e reduzindo o inchaço.

10. Suco de pera e melancia

Ingredientes:
½ fatia de melancia;
½ pera;
Água de coco.

Modo de preparo:
Colocar os ingredientes no liquidificador;
Bater bem e servir com gelo, se assim preferir.

A essa altura você já sabe que a água de coco ajuda a combater o inchaço devido ao fato de ser fonte de potássio e que a melancia é rica em água, o que a torna um ótimo diurético. Além disso, este suco para desinchar leva a pera, uma fruta que também funciona como diurético, aumentando o efeito que o suco traz de aumentar a quantidade de líquido retido no organismo que será eliminado por meio da urina.

Fonte:  https://www.mundoboaforma.com.br 

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