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Psicologia infantil: quando crianças devem ir ao psicólogo

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Todas as fases da vida são desafiadoras e requerem capacidade de solucionar problemas e viver em harmonia com a mente e o corpo. Porém, com a rotina cada vez mais estressante e padrões muitas vezes difíceis de serem atingidos, os problemas psicológicos têm sido cada vez mais frequentes, sejam eles causados pelo meio externo, traumas ou fatores genéticos.

O ideal é observar o comportamento da criança: qualquer mudança brusca ou atitude não habitual merece ser investigada. Se você quer descobrir os sinais de que seu filho (a) precisa de um psicólogo infantil, acompanhe o artigo até o final!

O que é psicologia infantil?

A infância é uma fase de descobertas e aprendizado tanto para a criança, quanto para os pais. É nela que os pequenos desenvolvem suas capacidades cognitivas, criam interesse por atividades e começam a formar a sua personalidade. Porém, assim como em todas as fases, essa pode ser muito conturbada quando os pais não conseguem lidar com todo esse mar de descobertas ou quando não aceitam que o filho precisa de orientação psicológica.

Portanto, a psicologia infantil existe para acolher os pais e as crianças, dar suporte a eles e guiá-los com técnicas e métodos a fim de acabar com os medos e inseguranças. Através de brincadeiras, esse profissional acessa os sentimentos de forma lúdica e sem que a criança se sinta acuada, oferecendo um ambiente onde ela se sinta segura e confortável para ser quem é. Assim, identifica os conflitos, busca maneiras de lidar com eles e orienta os pais a melhor forma de conviver e tratá-los.

Quando procurar um psicólogo infantil?

Alguns comportamentos indicam que é necessário a ajuda de um psicólogo infantil. Tristeza, prostração, apatia, perda de interesse, agressividade ou choro excessivo, por exemplo, podem ser sinais de que algo não vai bem. Veja a seguir os principais indicativos de que é hora de procurar um psicólogo infantil.

Alteração brusca ou exagerada de comportamento – De fato, pode acontecer da criança mudar de forma exagerada seu modo de se comportar, sem que isso necessariamente signifique um problema. No entanto, em alguns casos, as mudanças podem prejudicar a saúde ou os relacionamentos, gerando sofrimento.

Normalmente, essas alterações significativas no comportamento infantil ocorrem em determinadas situações. Durante o sono, quando a criança faz xixi na cama ou se recusa a dormir sozinha, quando antes o fazia. Na alimentação, quando a criança passa a comer de forma exagerada ou deixa de ter apetite. Ou, ainda, na escola, demonstrando problemas comportamentais ou de aprendizagem, por exemplo.

Comportamentos agressivos – A agressividade exagerada, quando não resolvida por conversas em família, pode ser um sinal de que a criança não está lidando bem com algum sentimento ou situação. Dessa forma, é indicado procurar ajuda profissional. O psicólogo infantil irá apoiar os pais e responsáveis na descoberta da origem dos comportamentos agressivos e até poderá ajudar na abordagem dessas emoções.

Dificuldades em interagir com outras crianças – Seu filho tem dificuldades para interagir com outras crianças? Não consegue fazer amizades? Esses sinais podem denotar bem mais do que uma mera timidez. Observe se ele tem dificuldades na comunicação verbal ou mesmo problemas com processos criativos. É importante que os pais não “diagnostiquem” esses fatores como uma personalidade mais introvertida. Eles podem ser indicativos de problemas psicológicos.

Regressão de alguma fase do desenvolvimento – A regressão de alguma fase do desenvolvimento pode ser bastante comum quando há a chegada de um irmão mais novo, por exemplo. Ou, ainda, em situações em que a criança se sente insegura por algum outro motivo. Nesse sentido, é importante ficar atento e se a criança voltar a repetir comportamentos de uma fase anterior do desenvolvimento infantil, o acompanhamento de um profissional pode ajudar bastante.

Saúde prejudicada – Às vezes, as crianças ficam doentes sem que os pais encontrem uma causa biológica ou física para esse quadro. Isso acontece porque é comum que as crianças não consigam verbalizar suas dores e inseguranças. E, então, aparecem sintomas, comportamentais ou mesmo físicos. Ou seja, é o corpo falando pela criança.

Desse modo, se seu filho ou filha está apresentando sintomas, como febre ou dor de barriga, sem que exista uma explicação médica, é importante procurar ajuda profissional. Um psicólogo infantil irá ajudar a identificar a situação que está desencadeando essa situação.

Situações traumáticas de perda ou de luto – Morte na família, acidentes, mudanças de endereço e qualquer outra alteração drástica na rotina da criança são motivos de atenção. Existe um tempo para lidar com a perda, mas, se as emoções persistirem de forma intensa, deve-se recorrer ao psicólogo.

Por fim, nem sempre é só a criança que precisa de acompanhamento. Além de procurar um psicólogo infantil, talvez seja necessário que os pais também façam um tratamento, uma vez que eles podem ser a origem dos problemas.

De qualquer maneira, é fundamental ficar de olho no comportamento da criança e como ela reage em diferentes situações. Não deixe a saúde mental do seu filho (a) para depois! Se identificar alguns dos sinais acima, procure um profissional.

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